Torres, o nosso cliente e amigo, sempre pronto a ajudar. Ex-guarda-redes do FC Porto... e do Vitória de Setúbal, claro! A nossa técnica está a pôr uma ficha no microfone.
As estacionárias??? São, por vezes, a nossa maior dor de cabeça!...
Em 1964 comecei a ajudar um tio meu a reparar televisões. Fazíamos a volta de Setúbal até ao Cercal; reparações fáceis eram feitas na hora e o mais dificil era reparado em Setúbal; comprávamos as peças na baixa em Lisboa, algumas vinham da loja de um outro tio meu, dono da firma Repril na Rua de São José; foram momentos de grande entusiasmo, como, por exemplo, a construção de uma Galena com a caixa em madeira. Mais tarde, a Construção dos emissores piratas da Onda Média, uma palavra de agradecimento àquele homem tão culto sem diplomas académicos, dominava várias línguas e conhecia a electrónica do seu tempo como ninguém. Era conhecido na Banda do Cidadão como o Carlos da Estação Atlântico. Só os mais velhos se podem lembrar dele. Relativamente à minha pessoa, só depois de vir da tropa da Guiné é que pôde juntar dinheiro para comprar um "car kit" em Espanha. Era assim que se chamava o rádio que nós montávamos com 8 canais de CB. Os canais eram escolhidos por nós; comprávamos os cristais que nos interessava.
Depois do 25 de Abril era eu encarregado numa empresa (Sucatas) no casal do Marco (GILICA) na quinta do famoso André de Matos. Conheci um senhor que ia comprar peças usadas de rádio, válvulas, etc... A esse grande senhor eu agradeço o pouco que sei que estou a falar do CT1-FBB, Carlos Alberto Roca; o homem sabia tudo; nenhuma pergunta ficava sem resposta; na hora pedia-me um papel qualquer e escrevia. Fazia um desenho e não se ia embora sem que lhe dissesse que tinha entendido. Um dia chegou ao pé de mim e disse logo de manhã: "Vamos fazer hoje o exame de radioamador, ouviu?" E eu: "Não, senhor Carlos. Para isso, era preciso fazer o pedido, tirar o registo criminal .... já está tudo aqui". E lá fomos, passei na altura, só para a categoria C, pois de facto não me tinha preparado, mas ele sabia que por mim eu não teria ido a exame, pois só gostava do que era ilegal (coisas da Rádio, emissão, escuta, etc... )
Mais tarde, conheci na Firma Renault, em Setúbal, alguém que posso dizer que foi um dos impulsionadores para que eu abrisse a Firma Pedro Nevada: JORGE CASINHA CT1-EFQ. Dominava as comunicações como ninguém. Também, a ele, eu deixo o meu agradecimento pelos conhecimentos que me passou e por ser meu amigo sem qualquer interesse, de qualquer ordem.
Em Janeiro de 1992 falei com o meu amigo António Vale CT1-ENM (Sobral de Monte Agraço) e disse-lhe assim: "Ó Vale, eu ando a pensar em abrir uma loja para comercializar equipamentos de radioamador e CB mas só o posso fazer numa condição: se o meu amigo se comprometer em dar-me assistência", ele disse que tinha muito trabalho mas que não seria por isso que eu não abriria a dita loja. Nestes últimos 14 anos, já lhe dei algumas dores de cabeça, quer pela complexidade das avarias, quer pelos prazos (tempo de reparação), quer pela tão grande quantidade de equipamentos avariados. Assim foi em Março de 1992: eu e a minha companheira de há 27 anos abrimos uma loja que se chamava na altura, Nevada Telecomunicações.
ANO DE 1992
ANO DE 1997
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